O Observatório Negro é uma entidade constituída a partir do movimento negro, apresentada publicamente em 04 de setembro de 2004, que se dedica a articular, junto a outros segmentos da sociedade civil organizada, ações para o fortalecimento da população negra enquanto sujeito político de direitos, através do combate ao racismo e da promoção da igualdade racial.
Surgida a partir das demandas de denúncia de casos de discriminação racial, além de ações educativas de combate ao racismo, a entidade assumiu a defesa dos direitos humanos da população negra, observando a intersecção de gênero e de classe. Para tanto, a equipe que deu origem ao Observatório Negro convidou mulheres negras defensoras de direitos humanos para integrar a entidade, somando o conhecimento, as idéias e as estratégias na atuação anti-racista.
O Observatório Negro é atualmente formado por diversas militantes do movimento negro e de direitos humanos, que atuam profissionalmente nas áreas de Direito, Ciência Política, Educação, Comunicação, Gestão de Organizações e Projetos Sociais, Psicologia e Serviço Social, interrelacionando essas áreas de conhecimento e o saber científico à atuação política pela transformação social.
O Observatório Negro oferece sistematicamente oficinas e palestras a juízes e juízas, promotores e promotoras do Ministério Público sobre o crime de racismo e sobre a legislação das terras tradicionais quilombolas. Desenvolve atividades de formação anti-racista junto à Universidade Federal de Pernambuco, faculdades particulares, Arquivo Público do Estado e outras organizações da sociedade civil, realizando pesquisas sobre ações afirmativas e reconhecimento.







